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Duarte.

(...)

Tinha começado a chover fortemente. E ali estava eu, a olhá-lo olhos nos olhos, a tentar resistir à dor que me causava. Mas de repente algo mais importante me fez esqueçer a sua mão no meu pescoço, magoando-me.
"Tu assinaste a música como Duarte Alexandre" disse eu, em lágrimas "TU és o Duarte Alexandre que conheço. O meu Duarte.. não, não pode ser!"
Neste momento o mundo parou. Só existiam o meu olhar e o dele, hipnotizados um no outro. Tudo fazia sentido.. mas..? Porque mudou tanto? Porque não o reconheci logo?
"Mayu?" murmurou ele.
Nesse instante, largou-me. Deixei-me cair de joelhos na terra molhada, a olhar para o chão com os olhos cheios de lágrimas.
Foi aí qe se ajoelhou perante mim, levantou-me a cabeça com a mão dele no meu queixo e disse-me, igualmente em lágrimas:
"Custa a acreditar.. este tempo todo, Mayu.. Perdoa-me."
Não pude pensar mais, o tempo congelou. O Duarte foi-se aproximando, sem tirar o seu olhar profundo do meu e beijou-me suavemente.
O facto de sentir os seus lábios ao de leve, nos meus, fez-me sentir completa novamente. Tudo se tornou tão simples, tão puro.. Ele existia. Nunca foi fruto da minha extensa imaginação. O meu coração batia tão rapido, estaria eu maluca?
"Obrigada." disse eu, mal os nossos lábios se separaram e os nossos olhares se voltaram a cruzar.
"De quê?" perguntou o Duarte.
"De me fazeres voltar a acreditar nos meus sonhos.."
Ele simplesmente sorriu. Olhou-me uma ultima vez e beijou-me. Um beijo sem fim, sem explicação..
Cada vez chovia mais. Mas tudo o que me importava era aquele calor, aquela ansiedade de estar completa. <>

(...)